quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Maldivas, Maldivas...

Ninguém se quer sentar ali comigo?



Vá lááá!! Eu ponho mais uma cadeira...

















Deixem-me sonhar...

Ultimamente...

Ando com uma vontade imensa de cuidar!!




[ Alguém que saiba o significado disto faça o favor de me esclarecer... e nada daquelas boquinhas de ah e tal... "a psicóloga aqui és tu!" Bem mais fácil é avaliar os outros... ]

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Truly Madly Deeply

Ela sente aquele sentimento... por ele.
Há tanto tempo que o seu coração não pedia isto. Há tanto tempo que as suas mãos não pediam o toque. Há tanto tempo que os seus suspiros não expressavam o sentimento. Há tanto tempo que a paz não estava com ela. Há tanto tempo que os sorrisos eram tão poucos. Há tanto tempo que este sentimento não lhe tocava a alma fazendo-a desejar, querer, ter, amar, viver.
Há tanto tempo que ela se prendia a ela mesma julgando que assim era feliz.
Ele foi embora mas não a deixou sozinha. Deixou-lhe todas as lembranças dos momentos em que voltou a fazê-la brilhar.

domingo, 12 de agosto de 2007

Here with me

Suddenly you take my breath away
Softly as the wind the words you say

There’s no rush in my heart
It’s a dream when you are here with me
Here with me

I can hear you call from miles away
Softly as the wind
The words you say

I’ve been down without you by my side
All my life
I just need you to stay
Here with me...


domingo, 5 de agosto de 2007

Quanto dura um minuto swatch?




Lembram-se?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

|Desabafos...|

Não sou perfeita, sou humana. Erro muito com as pessoas e deixo, muitas vezes, que elas errem comigo. Deixo-me guiar pelo orgão mais ingénuo e crente que temos: o coração.
A cabeça diz-me, várias vezes, para parar mas eu ignoro-a... Não sei porque sempre tive esta mania absurda de pensar que o coração me faz sempre mais feliz. Não... não faz. O coração machuca, faz ferida, faz-me ir ao céu em um segundo e bater com a cabeça no chão logo no segundo a seguir.
Nem o medo e a insegurança o fazem parar de bater tão acelerado...
Apesar de pôr a culpa nos outros, a culpa é unicamente minha. Em 21 anos de existência ainda não consigo racionalizar emoções e pará-las a tempo. Depois de tantas quedas, já era tempo de começar a abrir os olhinhos e pensar que a vida não é o que eu queria que ela fosse e que nem sempre os sonhos são para ser levados a sério. Ás vezes, a maioria, não passam disso mesmo... Sonhos. A realidade é dura e o coração tem de aprender que ao entregar-se ás emoções que sente pode entrar num labirinto de onde nunca mais consiga sair.
Podia ser como a maioria das raparigas... Confesso até que, nos momentos mais estúpidos e em que me sinto mais magoada com a vida e com as pessoas, tenho inveja delas. Elas que não se prendem a ninguém, que vivem para o momento presente e conseguem racionalizar os sentimentos. Com toda a sinceridade acredito que era capaz de viver mais a vida, de chegar ao final e pensar que fui "bué rebelde" e experimentei coisas altamente. Ser fria e não me ligar ás pessoas pelo coração mas sim pelo que elas me podem trazer de bom. Ver cada ser humano com um preço, do género dos produtos que vemos á venda nos supermercados. Talvez numa próxima encarnação consigam fazer-me desse modo... talvez consigam fazer com que as emoções não tenham o valor da razão, mas nesta já não há nada a fazer. É defeito de fabrico. A primeira razão é porque não quero mudar a minha postura, apesar de sofrer. Gosto de mim. Gosto de conseguir olhar para as pessoas e ver nelas qualquer coisa de bom, ainda que mais tarde venha a constatar que o bom que eu via era em mim e não nelas. Posso andar uma vida inteira a enganar-me com as pessoas que continuarei a gostar de mim e a ser eu mesma.
Ás vezes não me protejo como devia. Simplesmente deixo-me ir... e nessas alturas não é a cabeça que me guia, são os sentimentos e mais uma vez quando dou por mim estou na merda.
É difícil esta cena de viver quando pensamos todos tão diferentes uns dos outros. Difícil deixar de pensar no que os outros pensam para além do que eu penso. Difícil ter de agir em conformidade com a minha segurança. Difícil por-me em standby quando quero correr com o tempo. Difícil, mas não impossível.
Quem me conhece bem sabe como eu sou, como funciono. Quem ainda não teve oportunidade de me conhecer assim tão bem é apenas uma questão de tempo. Acredito que não são as palavras que dão as pessoas a conhecer, são as atitudes aliadas ao tempo.

E se for?

É esperar e desesperar
Querer e não ter
Sentir medo e esquecê-lo quando te vejo
Sonhar acordada e a dormir
Iludir-me e desiludir-me
Dizer tudo sem nada ter dito
É recuar mas no fundo querer andar
É controlar o que digo, o que sinto, o que penso e o que quero dizer, sentir, pensar
É a vontade de ser feliz
É o medo de escorregar
É a vontade de bater com a cabeça.
"Tenho o meu lugar que guardo só pra mim
Em segredo, onde o tempo não tem fim...
E sei onde encontrar, se certo é me perder
No instante, esse mundo tão meu...
Afasto sem quebrar, por todo o meu jardim, ramos soltos que me querem ver cair
Sei onde esperar se o certo é me encontrar, bem distante, nesse mundo tão meu
Sei eu, sei eu
De um mundo só meu...


Que há dentro de ti!"

segunda-feira, 30 de julho de 2007

|Desabafos|

Se quiseres fugir, chama-me. Prometo que não te impedirei de ires... mas posso fugir contigo.
Se quiseres falar, chama-me. Prometo que não direi nada... mas posso ficar bem quietinha a ouvir-te.
Se quiseres chorar, chama-me. Prometo que não secarei as tuas lágrimas... mas posso chorar contigo.
Mas, se um dia me chamares e eu não responder, vem depressa...

Talvez eu precise de Ti!

domingo, 29 de julho de 2007

|Desabafo|

Eu sei que ando a escrever demais, mas também ando a precisar mais do que nunca. São tantas as vezes em que bate aquela sensação de angústia e de insegurança. Aquela sensação de inscontância e de desconforto emocional.
Amanhã vou para o pé do mar... vai saber bem, não só para "mudar de ares" e descansar, como também, quem sabe, modificar algumas coisas na minha maneira de encarar certas situações. Espero conseguir ter este espaço que preciso para pôr na minha cabecinha aquilo que realmente importa e esvaziar a reciclagem!!
Estou farta de, ainda, me culpar por coisas que sei que não sou culpada; de me marterizar por coisas das quais já devia estar mais do que habituada; de ter paciência para ti e não demonstrares nem um pouco de bom senso e maturidade pra mim; de querer dar passos em frente com um sorriso na cara e teres gosto em por-me em baixo; Estou farta de estar farta.
Ausente ou ocupada é como eu quero estar para todo esse tipo de coisas que me fazem realmente mal e me impedem de estar bem comigo mesma. Sim, ainda impedem, por muito pouco que seja, mas o dia vai chegar... Já o sinto!

O Amor é...





"Amor é quando uma menina põe perfume e o menino põe loção pós-barba e eles se juntam e se cheiram."

Karl, 5 anos



"Amor é quando alguém te magoa e tu, mesmo magoado, não gritas porque sabes que isso fere os seus sentimentos."

Matthew, 6 anos


"Quando a minha avó teve artrite, ela não podia debruçar-se para pintar as unhas dos dedos do pé e o meu avô, desde então, pinta as unhas dela, mesmo quando ele tem artrite."

Rebecca, 4 anos




"Amor é quando o teu cachorrinho lambe a tua cara mesmo depois de tu o deixares em casa sozinho o dia todo."

Mary Ann, 4 anos.






"Quando alguém te ama, a forma de falar o teu nome é diferente."

Billy, 4 anos


"Amor é quando sais para comer e ofereces as tuas batatinhas sem esperares que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela."

Chrissy, 6 anos


"Amor é quando a mãe vê o pai todo suado e mal cheiroso e ainda assim diz que ele é mais bonito do que o Robert Redford."

Chris, 8 anos




"Não devíamos dizer amo-te a não ser quando realmente o sentissemos e se sentimos então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizer."

Jessica, 8 anos





"Se amas alguém os teus olhos sobem e descem e pequenas estrelinhas saem de ti"

Karen, 7 anos.

Ai...



Se me escapa um pé...!

sábado, 28 de julho de 2007

Medo...

Não há uma altura ideal para as coisas acontecerem... elas apenas surgem sem que tenhamos oportunidade de gritar um não, ou dizer agora não me apetece, daqui a um ano a gente fala...
Não sei se existem momentos para que as coisas aconteçam nem tão pouco se podemos escolher. Eu sei que não consigo... Posso negar, arranjar subterfúgios, fingir que não se passa nada, mas não escolher. Tudo isso é dar a volta, proteger-me, mas não se trata de uma escolha, de uma opção.
Era tudo muito mais fácil se conseguissemos dizer que não ás nossas emoções, escolher um caminho mais fácil quando sabemos que o difícil é uma previsibilidade. Era simples virar a cabeça para o lado como fazemos quando não queremos ser incomodados. Difícil é ter de aceitar que, não temos controlo, que as coisas acontecem inesperadamente e que temos de baixar a cabeça e aceitá-las.
Há coisas que são tão boas que se existisse esse controlo de que falo, talvez nunca chegassemos a provar o seu sabor... mas como tudo tem dois lados, o lado negativo existe, para nos fazer ter medo. Ainda assim, a vida ensinou-me que devemos viver essas coisas boas, apesar do seu lado negativo, só assim vivemos plenamente...

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Quero-te...


Sentir


como quem sente o ar a bater na cara;
o doce nos lábios depois de comer chocolate;
o cheiro do mar;
a água do duche a escorregar pelo corpo;
o frio a congelar os músculos;
o calor a derreter na pele;


Quero sentir-te...
assim como quem sente a perfeição da vida!!





(Ilucidem-me... Sou só eu que acho que ando muito Lamechas?? Será que é grave? Mata? Não te cuides não Patrícia Alexandra...)

Nostalgia Nostalgia...

Ultimamente anda a bater uma certa nostalgia... que até ando a gostar!!
Ontem quando cheguei a casa, fui ao baú daquilo que já fui, e tirei de lá tudo o que me fizesse recordar, ainda que por muito pouco que fosse, o que fui.
Adoro recordar os momentos felizes e até mesmo aqueles não tão felizes que passei. Olhar para o passado e (re)viver.
Como não podia deixar de ser, a música é o que mais guarda. Em cada letra há um momento, em cada ritmo há uma pessoa, em cada som há um sorriso ou uma lágrima.
Tirei do baú cds (sim, na altura ainda rendia comprar cds...) como: Silence 4, Shania Twain, Savage Garden, Backstreetboys, Ann Lee, entre tantos outros.


Empty Happy Song (Silence 4)

Being alone
I've been alone
So gone so long that I got tired of it
There's something wrong I can't recall the last
The first time that I felt happy
So you come up with this song
To sing along and make us all pretty
My love will never let me go
So I'll just get back on the world today
I'll find a meaning and a way to feel
Brighter than the sun
Another pill tells me I'm strong So strong so wrong to still believe in it
Whatever I need I need to believe
My faith is weak and gets me even more sick
So you come up with this song
To fool your heart and blind it till you can't see
How long have you been this gone
So I'll just grab some words to say
Without a meaningJust a way of forgetting that I'm all alone
Like a new year's eve party Where I am obliged to be happy
May the new year come with a song
An empty happy song To make my life so right for me
So you come up
With this song to shout and force yourself to believeThough we all know you're not that strong
Tired of so much pain Of living in this cloud of rainI need something to go onI've ran out of anesthetic
I'm becoming so pathetic
If you got nothing to hang onYou're not alone
Live die cry tonight
Let tears fall down your face and laugh
Don't waste your last words on sorrow
Live like there is no tomorrow and may we all be oneIn this song
An empty happy song To keep us smiling instantly
Become what we would like to be
Indulge ourselves to believe And though we'll never ever be
We'll pretend that we all can be...


Free!


Esta letra diz muito muito!!
Eu vou continuar a ouvir os Silence 4 e a pensar no que já era. Com licença...

Se os meus olhos falassem...



terça-feira, 24 de julho de 2007

Ás vezes

...arrependo-me daquilo que digo e penso...

:)

O tempo passa e a vida não pára. Pelo menos, para alguns, como nós. Tenho aprendido que a vida é uma sessão de momentos que devem ser aproveitados da melhor maneira. Eu aproveitei e sei que tu também.
Não posso guardar-te numa gaveta e fingir que nunca passaste pela minha vida. Não posso desligar-te, como quem desliga o som do telemóvel, quando não pode ou não quer ser interrompido. Não posso fingir-te ausente de mim. Não posso nem quero. Foste, és e continuarás a ser especial. Apesar do tudo que não conseguimos controlar, do tudo que não conseguimos suportar, do tudo que nos fez chorar, do tudo que, ambos sabemos, que jamais se transformará em nada.
A vida vai fazer, certamente, com que tomemos rumos diferentes, mas nunca há-de fazer com que paremos de nos cruzar, nesses mesmos rumos. Eu acredito. Sei que, apesar de tudo, tu também.
Sinto-me feliz com a vida por ter-te posto no meu caminho. Sonhei. Aprendi. Vivi. Não me arrependo de nada.
Cinco anos cheios de vida que quero, para sempre, guardar em mim. O melhor e o pior, tudo nos fez crescer.

domingo, 22 de julho de 2007

Sai...

Aconteceu. As lágrimas correm pela minha cara sem que eu possa mandá-las para dentro de novo, para me sufocarem a alma com as batidas do coração descompassadas de tanta dor.
Não foi preciso muito para elas saírem. Estavam, há muito tempo, a querer soltar-se e hoje conseguiste. (ou será que fui eu mesma quem fez isso?)
Era tão bom se pudesse desfazer-me de ti como daquele vestido velho que não uso mais ou daquele telemóvel que já passou de moda. Descalçar-me de ti como dos sapatos que me fazem bolhas nos pés, apagar-te como apago a luz á noite quando me fere os olhos. Era tão bom que saísses de mim, que te descolasses, que te varresses do meu chão, do meu ar e levasses contigo o que teima em não sair de mim, Tu.

Never Let Go




Porque há coisas que nos tocam.
- O filme
- A história
- A música

The Guardian
Bryan Adams - Never Let Go

sexta-feira, 20 de julho de 2007

És tu

Poderia ser qualquer pessoa, qualquer um que se cruzasse no meu caminho e me fizesse ficar com as pernas bambas e a barriga ás borboletas. Podia ser o rapaz que me trás o correio, pela manhã, entregando-me cartas e bilhetes para assinar. Podia ser o outro do café, que me olha com olhinhos de carneiro mal morto e elogia o meu vestido, o meu cabelo e os meus olhos. Podia ser aquele, por quem tenho grande apreço e simpatia, e sei que sempre teve um fraquinho por mim. Mas não é. Não é o rapaz do correio, nem o do café, nem o pretendente de sempre. Por mais absurdo que seja, és tu.
És aquele que faz o meu pensamento sorrir sozinho, que me faz rir á gargalhada como se numa sessão de circo me encontrasse e a palhaça de serviço fosse eu, que me faz tremer as pernas e me dá borboletas na barriga, que por mais que as mande passear, as teimosas não voam.
És o pensamento do sempre e a realidade constante do nunca. És a esperança e a falta dela. És o caminho cheio de luz e a inquietação preocupante que alguém a apague.
Poderia ser um qualquer, mas não. És tu.

Mostra-me...

de uma maneira ou de outra, que também tu andas a coxear, com as palmas do coração doridas de tanto torceres os tornozelos.
Dá-me um sinal de que começas a sentir-me agarrada á tua pele ainda que o gel que usaste no último banho te tenha limpo todos os poros. Mostra-me que sim, que também tu sentes na tua língua o sabor dos beijos que não demos, o gosto das palavras que não trocámos, o quente no peito sem agasalho algum.
Faz-me sentir (-te).

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Aqueles Momentos...

- Rir até chorar
- Ver um lindo pôr do sol
- Um beijo de alguém especial
- Um abraço apertado
- Um sentimento positivo
- Uma alegria inesperada
- Encontrar dinheiro numas calças que não se usava há já algum tempo
- Ouvir aquela música que faz lembrar aquela pessoa especial
- Encontrar um velho amigo e sentir que as coisas importantes permanecem mesmo a longas distâncias
- Rir de mim mesma
- Acordar, olhar para o relógio e constatar que ainda posso dormir mais umas horinhas...
- Estar deitada, no quentinho, a escutar o barulho da chuva lá fora...
- Uma surpresa
- Uma sms de alguem especial que se lembrou de ti naquele momento
- Um sorriso de um amigo
- O quentinho da familia
- Acordar com carinhos
- Cair na cama quando o sono é muito
- Dar um mergulho quando o calor aperta
- Sair do duche, no Inverno, e ter uma toalha quentinha á espera
- Apaixonar-se


Momentos de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre.
Momentos que marcam.
Momentos inesquecíveis.
Momentos meus, teus, dele, nossos.
Momentos de todos...
Momentos...
Especiais.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Magia

Os nossos corpos colados. Um beijo. Um toque. O silêncio do momento que tantas palavras quer soltar...
O sentimento. O desejo. A tua e a minha respiração. O calor de um abraço. A tua mão na minha. O teu, o meu sorriso. Os corações juntos.
A felicidade daquele momento que quer inundar o mundo de magia.

O Que Nos Faz Viver

É bastante difícil para mim controlar emoções. Sempre o foi. Desde muito cedo que sou espontânea, não só nas palavras mas principalmente naquilo que não se vê, no que está bem escondidinho dentro de nós, como as emoções e os sentimentos.
Não sou a única a não conseguir mandar nos sentimentos mas sou uma das pessoas para quem as emoções são bastante incontroláveis ao ponto de me magoar a mim mesma...

Ilusões
Sonhos
Desejos

Tudo aquilo que faz mal é incontrolável, porque em algum momento da vida nos fez tão bem que fomos incapazes de largar. É como um vício que se apodera dos nossos sentidos e faz o nosso corpo necessitar dele pra sobreviver.
As ilusões, os sonhos, os desejos... são assim. Não conseguimos viver sem eles e se tentarmos fazê-lo vai chegar o dia em que o nosso corpo vai pedir. Aí o que fazemos? Inevitavelmente vamos-nos iludir, sonhar, desejar e vai ser tão mas tão bom que vamos querer ficar assim eternamente. Passado uns tempos surge a ressaca... e só aí, no momento da queda ou da quase-queda, é que tomamos conhecimento do mal que causámos a nós próprios. Podemos culpar alguém por isso? Creio que não. Cada um é responsável por si mesmo... Ninguém nos obriga a ter ilusões e sonhos e a desejar ser feliz. É inato ao ser humano. Funcionamos assim... Todos nós queremos a felicidade e para chegar até ela experimentamos o caminho do sonho e da ilusão. E sabem que mais? Acredito que se aprende com os erros, mas não se aprende a deixar de sonhar. Não sonhar é não viver... Não ter ilusões é não respirar... Não desejar é não existir!
Podemos cair bem fundo e bem fundo iremos sonhar de novo, iludir-nos de novo, desejar de novo. Porque isso é que é viver.
Já caí bem fundo, já me levantei, já cometi os mesmos erros, já cometi erros bem piores do que os anteriores, já fui infantil, mimada, sonhadora, já me iludi mais do que devia, já me desiludi ao ponto de sufocar de dor, já me senti a pior pessoa do mundo e a melhor, já magoei, já me magoaram, já pedi desculpa e já perdoei, já pensei que fosse para sempre e já pensei que nem sequer fosse começar, já chorei, já ri até chorar. Apesar das quedas já vivi tanta coisa e há tanta que quero viver. Emendando os erros mas nunca deixando de ser eu mesma... com os meus sonhos, os meus desejos e as minhas ilusões que me ajudam a lutar e a tentar ser todos os dias uma pessoa melhor.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Não há condições!

Mas porquê?
Porquêêêê??...






Porque é que quando entro oficialmente de férias... começa a chover?

domingo, 15 de julho de 2007

Não sei o que fizeste mas...

...estou tão presa a ti que a única porta que me liberta é também aquela que me faz encontrar-te.


Existe um sentimento puro e lindo que nos faz voar ao mesmo tempo que nos prende. Não sei que nome tem nem que nome lhe atribuem mas tem um gosto doce e ouvi dizer que faz brilhar os olhos.

sábado, 14 de julho de 2007

Momentos como este...

Escuro. Silêncio. Calma. Respiração. O barulho das teclas pedindo mais e mais palavras soltas. Um suspiro. Um momento. Apenas mais um momento.
A solidão deste momento não me sufoca, não me perturba, não me faz tremer por dentro. Dá-me paz, sossego, aconchego e uma imensa vontade de escrever. Uma vontade profunda que não encontra explicação, que somente aparece e tem reacção em mim, que faz surgir os desejos mais doces, os sentimentos mais profundos, os pensamentos mais bonitos, os segredos que não revelo, as mágoas que ninguém conhece, a magia que só alguns descobrem, a paz que nem sempre surge, o silêncio que se quer expressar, a solidão que parece não existir... mas que, ao contrário da outra, vem de dentro da alma e corrompe tudo por dentro sufocando qualquer silêncio. A solidão que sentimos diante de uma multidão. A solidão que nos faz querer abraçar o mundo. A solidão que nos faz tremer, chorar, desistir. Esta solidão insegura, que se esconde do mundo, que tem medo de se mostrar, que se isola, que não transparece... mas que está presente em muitos momentos. Momentos como este.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Acreditar

É bom quando sentimos o nosso esforço recompensado. Aliás, bom? Eu disse bom? Então peço desculpa... não é bom, é óptimo!!
Todos nós passamos por fases más durante a nossa vida. Fases em que só nos apetece desaparecer, bater com a cabeça nas paredes, fazer uma viagem sem dia para voltar, enfim... quem não conhece os pensamentos de alguém a quem a vida não está a correr como era desejado?...
Podemos pensar que a vida não vale a pena, que somos as pessoas mais infelizes do mundo, que tudo e todos estão contra nós, que a "tal fase negativa" está a durar mais do que queremos, mas há uma coisa que nunca podemos deixar de fazer... Acreditar.
Nunca deixem de acreditar e de ter esperança que as coisas melhorem. Esse é o primeiro passo. Se conseguirmos dar esse, seguem-se os outros que nos vão fazer sorrir ao demonstrar que é possível, graças á força que cada um de nós tem em si.
Hoje eu digo com 99% de certezas... que graças a essa força, estou a recomeçar a acreditar em mim!*

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Que Gravidade!

Estou em crer que as sondagens de 2006, que demonstravam que tinham nascido menos bébés no ano, vão ser um pouco diferentes este ano!
Nunca vi tanta grávida como ultimamente... Para todo o lado onde olho, existe uma grávida. Isso leva-me a concluír a mim, mera cidadã deste mundo, que, das duas uma, ou o Inverno passado foi extremamente rigoroso (o que de facto já não me recordo...) ou as grávidas andam a perseguir-me. Visto que a segunda hipótese é pouco provável, aposto na primeira!
Teorias á parte acho muitíssimo bem que venham por aí mais bébés. Não só porque isso aquece os paizinhos dos bébés como também e principalmente porque o mundo precisa de mentalidades jovens!!


Agora digam-me lá, aqui que ninguém nos ouve: sou só eu que vejo imensas grávidas?!?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Grande Verdade...

Se eu tivesse de contar hoje a minha vida a alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que me achariam uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante do que os onze minutos - amor.
Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama plenamente.
E quem ama plenamente, sente-se livre.
Por causa disso, apesar de tudo o que posso viver, fazer, descobrir, nada faz sentido. Espero que este tempo passe depressa, para que eu possa voltar á busca de mim mesma - sob a forma de um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que disparate é este de que falo? No amor, ninguém pode magoar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens por que me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira essência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem a possuir.


Onze minutos
by Paulo Coelho

segunda-feira, 9 de julho de 2007

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Vale a pena pensar nisto...

Somos tão egocêntricos... lamentamos-nos por tudo e por nada e nem nos damos conta de que há pessoas, por todo o mundo, que desejavam trocar os seus problemas por todos os nossos. É óbvio que cada um tem os seus problemas e não estou aqui a menosprezar nenhum deles, porque tal como se diz e bem: cada um sabe de si, mas não posso deixar de observar, por vezes, pessoas a lamentarem-se por coisas tão insignificantes comparadamente a uns que não têm o que comer, o que vestir, uma casa para dormir, um tecto para se abrigarem da chuva e do vento no Inverno. Esses sim têm todas as razões para chorar.
Quando pensarem que são o ser mais infeliz do mundo lembrem-se que a verdadeira infelicidade começa onde a sobrevivência passa a ser o principal objectivo de vida.


terça-feira, 3 de julho de 2007

O Equipamento Cor-de-rosa...




Ricardo Araújo Pereira....
és um espectáculo! lol

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Doce Toque do Sentimento


Eu, tu e o nosso doce desejo. Os teus lábios tocavam os meus, as tuas mãos acariciavam os meus cabelos enquanto o meu toque deslizava pelo teu corpo... O teu cheiro doce consomia-me de desejo e o teu olhar encontrava, finalmente, o meu para lhe mostrar todo o amor que existia dentro dele. Era nesse momento que ambos sabíamos o quão grande era o que nos unia. Sentia a tua pele enquanto deixava sentires suavemente a minha, enquanto soltavamos suspiros de prazer. Dei-te um beijo, senti a tua respiração ofegante enquanto me beijavas também. As tuas mãos percorriam cada pedacinho do meu corpo. Senti o teu cheiro, o teu fogo, a tua chama a incendiar-me completamente de paixão. Quando pensei que só podia ser um sonho... os teus lábios pronunciaram a palavrinha mágica e eu pude perceber que era tudo bem real. Beijaste-me como se o amanhã fosse uma invenção e eu só conseguia pensar em como te adoro. Eu e tu? Não. Somos apenas um.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Finalmente...


Sem mais nada a acrescentar.


Toma...



Mas por favor, não o deixes cair.


quinta-feira, 28 de junho de 2007

'tá difícil...

Já começa a ser difícil pensar em trabalhos, frequências, exames, aulas e qualquer coisa que tenha relação com isso.
Pensar que já só falta uma semana alivia mas não basta. Depois disso vêm os exames e era uma sorte se me conseguisse livrar a todas apenas pelas frequências... Sei que não vai acontecer e sinceramente não estou a ver onde vou buscar força para estudar mais.

Sabem quando estamos num deserto a andar a andar a andar... á procura de água e nunca mais a vemos? É mais ou menos assim que me sinto neste momento.
Preciso de matar a minha sede...
Preciso de... tempo!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Faz qualquer coisa...

Diz que sou burra e que não estás para me aturar, que tens mais que fazer do que ouvir-me, ou, simplesmente manda-me desaparecer do mapa que estás farto de mim, mas não me deixes acreditar. Não deixes que isto evolua. Trava-me, antes que bata com a cabeça e fique com danos irreparáveis.
Eu sei que só tu podes fazer isso...
Só tu podes esconder esse sorriso, deixar de pronunciar essas palavras, esquecer que eu existo, fazer-me desistir, enquanto ainda consigo.
Diz que é uma parvoíce, que é crime e posso ser condenada, que está errado, que não posso deixar-me levar, que sou burra e não percebo nada de emoções. Faz-me sentir que ainda há uma saída antes do abismo.
Se me ajudares eu acho que ainda consigo.
E tu? Achas que consegues ajudar-me?

Shhh...

O silêncio sabe tão bem quando os nossos ouvidos estão fartos de ouvir gritar...

Os 21...

chegaram.

Mudanças? Bem... continuo a ser a Patrícia Alexandra, a Tixinha, de sempre. As mudanças que existem não se construíram apenas no ano que passou, mas em todos aqueles que já vivi. Nada mudou que já não tivesse mudado.

Pode-se dizer que este ano comecei o dia 24, originalmente, numa fila de trânsito, na ponte Vasco da Gama. Se eu acreditasse em presságios poderia, eventualmente, dizer que este vai ser um ano muito lento, mas como não acredito, vou apenas dizer que foi...original e que ADOREI o começo do meu dia de anos.
Obrigada a todos os que estiveram comigo e proporcionaram que a noite fosse tão agradável e a todos os que queriam ter estado e não puderam.

:)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

[ Desabafo ]

Ás vezes, as coisas simplesmente acontecem sem que tenhamos controlo sobre elas... Não sei porque isso acontece, geralmente, nos momentos em que a última coisa que precisamos é que aconteça, mas acredito que deve ter uma razão, apesar de eu desconhecer qual seja.
Será pra nos por á prova?
Será pra nos fazer andar para a frente?
Será pra não nos fazer desistir?
Será pra nos fazer ficar ainda pior?
Tantas perguntas que não encontram a resposta...

Sejam quais forem as respostas... por enquanto sinto-me bem assim, sinto que, por mais pequenina que seja, a estrelinha brilha lá ao fundo. E até bater com a cabeça, deixai-a brilhar!
Estou, desde há muito tempo, a tentar lutar por mim.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Verdade?

Podes mudar a cor do cabelo, os móveis, a casa, a roupa, a rádio que está a passar música que não te agrada, o carro, o telemóvel, o perfume, o canal da televisão, até a própria televisão.
Podes mudar de cidade, de país, de gostos, de formas de pensar, actualmente até o sexo!


Mas...


Não podes mudar o que sentes!!


segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ultimamente...

Sinto-me: psicologicamente cansada...

Já só penso: nas férias...

Quero: gritar! posso?

Evito: pensar mais nos outros do que em mim

Lembro-me: de tudo e mais alguma coisa...

Ando com vontade: de não fazer nada

Falta-me: o mais importante

Espero: que o tempo não esqueça de mim

Ouço: músicas lamechas...

Procuro: a luz ao fundo do túnel!

Apetece-me: cerejas

Esqueço-me: de não pensar

Preciso: de tempo pra mim!!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Queria...

...ter um ano para te conhecer. Um dia para dizer que te adoro. Um minuto para tocar os teus lábios. Um segundo para te abraçar. Uma eternidade para sonhar.
Queria puder tocar o céu com a minha mão e levar-te pra lá comigo... Para aquele sítio, longe de tudo e todos, onde podemos sorrir com vontade, onde os sentimentos são como o Sol, sempre pronto a aquecer-te e a brilhar só pra ti... Onde a saudade é sincera, o amor é verdadeiro e o coração não precisa esconder o que sente, porque ninguém vai condená-lo. Aquele lugar onde os sonhos fazem parte da realidade e a realidade parece um sonho, onde não existe mais nada a não ser o nosso mundo, meu e teu.
Gostava que viesses comigo descobrir esse mundo. Esse mundo de fantasia, que todas as noites os sonhos me fazem acreditar que é possível encontrar.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sonhos de Incertezas

Ela voltou a sonhar. Não... Mentira. Ela jamais conseguiria parar de sonhar, mas foi como se por momentos tivesse, finalmente, encontrado a estabilidade que tanto precisava. Chegou a acreditar que se ía ver livre de todas as dúvidas e realmente elas afastaram-se um pouco, mas nunca deixaram de existir...
Hoje, ela queria uma resposta. Uma resposta vinda de qualquer lado. Apenas uma resposta. Não interessava o que dissesse ou o que lhe faltava dizer... Queria palavras, sons, códigos, qualquer coisa que a ajudasse a traduzir-se a ela mesma.
É fácil quando alguém pode decidir por nós, sem que tenhamos o peso da responsabilidade e da culpa a corroer-nos por dentro. É fácil quando as decisões são tomadas pelos outros. Difícil é responsabilizar-nos pelas consequências das nossas próprias decisões. Difícil é dizer Sim quando se quer dizer Não e mais tarde chegar á conclusão que afinal o que queríamos mesmo dizer era mesmo Sim. É difícil procurar por respostas quando as perguntas estão todas baralhadas. É muito difícil ter de reflectir sobre as coisas quando podia ser tudo tão mais fácil se somente agíssemos, sem ressentimentos nem qualquer outro tipo de sentimento absurdo a massacrar-nos as emoções.
Era exactamente isso que ela estava a fazer, a pensar sobre tudo isto e a massacrar as suas emoções distorcidas, enquanto os seus olhos pareciam reflectir um brilho indecifrável.
De onde viria o brilho? - Questionava-se.
Umas vezes parecia que lhe fazia tão bem e outras a insegurança chegava e estragava tudo. Gostava daquela sensação de andar nas nuvens ainda que, apenas nos seus sonhos. Ninguém sabia, ninguém conseguia saber, ela guardava só para si, assim como tantos sentimentos que teve ao longo da vida que não saíram do seu coração pra fora. Há coisas que devemos guardar em nós. Se as soltamos corremos o risco de as perder e era tão bom que ela não queria jamais perder...
Ajeitou a almofada e deitou a cabeça. Pediu, de mansinho, ao sono que viesse depressa porque tudo o que mais queria naquele momento era sonhar.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Have you ever really loved a woman?




To really love a woman
To understand her - you gotta know her deep inside
Hear every thought - see every dream
N' give her wings - when she wants to fly
Then when you find yourself lyin' helpless in her arms
Ya know ya really love a woman


Para amar verdadeiramente uma mulher, para percebê-la, tens de a conhecer profundamente...
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho e dar-lhe asas quando ela quiser voar.
Quando estiveres dormindo nos braços dela... saberás que amas realmente uma mulher.



When you love a woman you tell her
that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
Cuz she needs somebody to tell her
that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
- really really ever loved a woman?


Quando amas uma mulher tens de a fazer sentir-se desejada e única, porque ela precisa de alguém que lhe diga que vai durar pra sempre...
Já amas-te verdadeiramente uma mulher?


To really love a woman
Let her hold you -
til ya know how she needs to be touched
You've gotta breathe her - really taste her
Til you can feel her in your blood
N' when you can see your unborn children in her eyes
Ya know ya really love a woman

Para amar realmente uma mulher, deixa que ela te abrace... até perceberes o quanto ela precisa ser tocada.
Tens de respirá-la, sentir o seu gosto... até a conseguires sentir no teu sangue.
Quando conseguires ver, nos olhos dela, os filhos que ainda não nasceram, tu saberás... amas realmente uma mulher.


You got to give her some faith - hold her tight
A little tenderness - gotta treat her right
She will be there for you, takin' good care of you
Ya really gotta love your woman...

Tens de lhe transmitir confiança, abraçá-la junto a ti...
Dar-lhe um pouco de carinho, tratá-la bem
Ela estára sempre do teu lado tomando conta de ti
Tens de amar verdadeiramente a tua mulher...



Just tell me have you ever really,
really, really, ever loved a woman? You got to tell me
Just tell me have you ever really,
really, really, ever loved a woman?

Então, diz-me... Já amaste verdadeiramente uma mulher?...



Have you ever really loved a woman
by Bryan Adams




Uma letra que todos os senhores deviam aprender.

sábado, 9 de junho de 2007

Dei-me conta que...

As pessoas não mudam da noite para o dia. As pessoas são o que são e temos de aprender a encarar as suas imperfeições ou, caso contrário, passaremos a vida a lamentarmo-nos porque os outros não são como queríamos que fossem.
O amor não é eterno e até aquele que um dia parecia ser maior do que o universo terminará.
Não adianta procurarmos pela pessoa certa quando temos 98% de certeza que a perfeição não existe. Pensar que existe só nos leva á desilusão.
A vida e os sentimentos são demasiado instáveis e quando menos esperamos o que ontem era presente, hoje já é passado.
A tristeza leva-nos para o fundo e faz vir ao de cima coisas que nem sabíamos que existiam.
Há pessoas que têm o dom de nos fazer sentir tão bem e outras a infelicidade de nos fazer sentir extremamente mal.
Andamos a vida toda á procura de alguém que só existe nos nossos sonhos e apesar de nos estarmos constantemente a dar conta disso, fazemos sempre de conta que nunca sabemos.
Por mais que unas os teus esforços para fazer alguém feliz, há sempre várias coisas que não são suficientes e que se irão voltar contra ti, algum dia.
Chorar solta a respiração e faz extremamente bem.
Apesar da sinceridade ser recomendada por todos, algumas pessoas sentem-se tão mal quando a usamos que me leva a concluír que gostam mais de ser enganadas.
Não vale a pena deixar de acreditar no impossível, mais dia menos dia ele passa a ser possível.
É difícil sorrir quando a vontade é chorar.
Apesar de todos dizermos que a vida tem de ser vivida a cada segundo, nos momentos de tristeza é rara a pessoa que se lembra disso e sorri.
Não adianta chorares, ficares triste, fazeres greve de fome, bateres com o pé, fazeres birra, beberes para esquecer ou pedir ao tempo que se despache porque tens vontade de viver. Tudo acontece quando tem de acontecer, o difícil é agir como se tudo fosse fácil.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Opiniões...

Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.

By: Antoine de Saint-Exupéry


O amor verdadeiro não faz sofrer? Como? Sofremos com a perda da pessoa que amamos; sofremos quando a pessoa que amamos não nos ama; sofremos quando a pessoa que amamos nos magoa; sofremos quando a pessoa amada é magoada e sofremos com inúmeras situações negativas que o Amor e qualquer sentimento nos proporciona. Quando se ama sofre-se sempre. Não digo que isso seja mau, eu prefiro apaziguar ou simplificar chamando a esse sofrimento Experiência, Maturidade, Aprendizagem, Sabedoria... Algo que, depois da queda, nos faz crescer e evoluír.


O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca?
Como é que não se espera nada em troca quando se ama? Espera-se sempre, por muito que se diga que não. E isso é mau? Acho que receber o Amor que se dá a alguém é uma das coisas melhores da vida... Mau é não desejar que o outro nos ame tal como o amamos. Mau é não retribuir o amor que alguém nos dá. Isso sim é mau... e chama-se egoísmo, altruísmo.

O amor faz sofrer e faz-nos esperar do outro a retribuíção do que sentimos e damos. Por muito que seja bonito dizer que não queremos nada em troca, todos sabemos que não há amor que sobreviva só de um "lado". Toda a gente ama e quer ser amada e isso é o normal, porque somos humanos.
O amor pode ser a melhor coisa que existe e pode ser a pior... dependendo do bem ou mal que nos faz.

Apesar de todas as intempéries do amor, sem ele a vida não faria qualquer sentido.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Não digas...

Não digas que não devo, que é errado, que é crime, que é mau, absurdo e completamente descabido. Não digas que estou enganada, que não pode ser, que não acreditas em mim, que não passa de uma fase, de um sonho, de uma ilusão presa á realidade.
Não digas que estou a ficar senil, doente e que isto vai passar. Não digas que sou patética, que preciso de dormir, que o que sinto não tem qualquer significado.
Não digas nada... nem um sussurro, nem uma frase.
Deixa-me apenas sentir o silêncio das tuas palavras nos meus ouvidos, a suavidade do teu toque no meu corpo, o som de um sentimento, o desejo de um beijo, a magia de um coração que chama por outro.
Deixa-me sentir tudo isto, ainda que não deva, que seja errado, crime, mau, absurdo e completamente descabido. Deixa-me sentir ainda que pareça ilusão, sonho, engano. De tudo isso depende uma parte do meu sorriso.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Momentos

Porque continuas a deixar que os teus olhos se enxam de lágrimas por quem não merece nem o doce sabor dos teus sorrisos? Porque não enfrentas a situação e páras de te magoar a ti mesma, de te pôr pra baixo? Já não bastam os outros? Porque deixas que te magoem tanto? Que importância tem pra ti o que as pessoas pensam que tu és? Os carinhos que não demonstram, os afectos que não te depositam. Porque necessitas tanto que meio mundo goste de ti? Pessoas falsas, egoístas, sem respeito nem valor por elas mesmas, como podem gostar dos outros? Desconfio que nem delas mesmas gostam...
Não tires o mérito aos teus Amigos, aqueles que não largam a tua mão, chorando por alguém que nem um simpático conhecido consegue ser...

Sério. Faz um esforço e desvaloriza essa gente que não sabe respeitar a pessoa que és.
Não te estragues por causa dessas pessoas.
Chora, deita tudo o que tiveres aí guardado cá para fora e no final, faz um favor a ti própria e Ama-te a ti mesma!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O Medo...

Adoro sorrir. Adoro sentir-me bem comigo mesma e ver estrelinhas em todos os lugares para onde olho. Gosto de pensar que nada me pode magoar e que consigo suportar tudo o que por aí vem sem que isso me derrube. Sei que existe uma parte de mim que é assim, forte, lutadora, que não desiste ao primeiro obstáculo e que quer provar a si mesma que consegue ir mais além, que não se deixa pisar, que está disposta a manter o sorriso para que vejam que continua a brilhar, para o que der e vier. Sei também que essa é a melhor parte de mim... aquela que me faz olhar para o Sol e sorrir, para a Lua e cantar, para mim mesma e orgulhar-me daquilo que sou. Esse pedacinho de mim que têm consciência que existe, faz-me sentir bem.
Tudo seria perfeito se só existisse esse lado... Se o lado positivo conseguisse, sempre, destruír o outro... aquele que faz o meu olhar ficar escuro, as minhas mãos tremerem, o meu coração chorar e os meus olhos perderem o brilho... Aquele lado que destrói tudo aquilo que eu quero ser, que me faz sentir magoada e pisada, que procura, insistentemente, mostrar que a vida não é só sorrisos, só brilho, só estrelinhas, que também tem dias cinzentos, escuridão, passos mal dados, tem erros, imperfeições e coisas por corrigir.
Apesar de ser aquela menina que está sempre a sorrir, há dias, em que me é muito difícil esconder o medo de falhar, o medo de não conseguir, o medo. Simplesmente... o medo. Essa palavrinha tão pequena que causa em nós estragos tão grandes.

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu recuso
Faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo o mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
Ninguém quer saber
A vida é tão rara, tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei... a vida não pára
A vida não pára, não.

João Pedro Pais & Mafalda Veiga - Paciência

Identifiquei-me.
Tenho estado ausente daqui... porque a minha vida tem sido correria, já nem tenho tempo pra escrever como tanto gosto. Mas que se há-de fazer? É ter... paciência! Pelo menos até chegarem as férias...

domingo, 20 de maio de 2007

Ficção e Realidade...

Acabo de chegar do cinema, após ver o "Spiderman" e com um único pensamento a pairar nas minhas ideias:
Era tão bom se, diante de um problema, nos bastasse abrir a teia e deixar que todas as nossas inquietações caíssem nela e não mais voltassem, ou ter sempre um Homem Aranha disposto a nos agarrar sempre que escorregamos.
Já pensaram?

Ilusões de uma ficção tão aliada á realidade...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Um Mundo Assim

O mundo dos seres humanos que sorriem quando querem na realidade estar sérios e que choram quando querem dar pulos de alegria. O mundo das amizades que, no fundo, são inimizades, das promessas perdidas no tempo, das distâncias que nunca se encontram. O mundo dos que pensam que tudo sabem sem nada saberem, dos que se acham no direito de julgar os outros sem sequer pararem para pensar no significado desse verbo, dos que mentem, enganam e ferem só porque pensam que essa é a única maneira de se salvarem a eles mesmos, sem conseguirem observar que quanto mais o fazem, mais para baixo vão e um dia ou outro acabarão por afogar-se, sem que ninguém os vá salvar. O mundo dos que bebem para esquecerem a realidade amarga em que a sua vida se transformou, dos que se fecham no seu mundo imaginário vivendo nele toda uma vida, dos que fogem com a ilusão de que em outro sítio as coisas serão diferentes, dos que matam por raiva e se matam por pena. O mundo dos que amam, dos que sentem de verdade, dos que têm sentimentos bons no coração mas que por serem tão poucos, raramente se encontram.
O nosso mundo onde é tão difícil sobreviver, onde a inveja, o ódio, a maldade, o desejo, a ambição e outros sentimentos negativos destroem pessoas, corações e a própria vida humana.
Um mundo com um livro de instruções totalmente único, por ser aquele que, nos transmite tantas coisas diferentes quando temos a oportunidade de o ler, chamado vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Eles andem aí...

Ouvi dizer que foi descoberto um planeta, com uma temperatura semelhante á do planeta Terra, o que torna possível a existência de água em estado líquido e consequentemente... a existência de vida!
Sabiam?
Pois é. Eu estou até a pensar mudar-me para lá. Já pensaram? Nós todos num foguetão a caminho do novo planeta ainda anónimo, começando uma vida nova, deixando a Terra pra trás...
Era uma experiência, no mínimo, diferente!
Com um bocadinho de sorte pode ser que lá não seja preciso dinheiro para viver; que tenha paisagens paradisíacas como o Brasil; que tenha pessoas melhores que estas; que seja mais justo;
Já imaginaram?
Não? então imaginem só..
e...

Tragam o foguetão que eu vou!!!
Quero ser a Princesinha á descoberta de um novo planeta, tal como o Principezinho fez quando descobriu a Terra!

domingo, 6 de maio de 2007

Maio

Mês da chegada do Verão. Mês da potencial primeira ida á praia. Mês do calorzinho mais forte. Mês de tirar o último cobertor da cama. Mês de tshirt's e alcinhas. Mês do desejo que cheguem rapidamente as férias. Mês do trabalhador. Mês de Nossa Senhora. Mês das mães (para a minha é todo o ano, mas sejamos convencionais...). Mês do enterro do caloiro. Mês do começo das frequências. Mês da falta de tempo livre.

Mês concorrido este...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O Tempo

Está a chover e a calma que faz lá fora é idêntica ao desasossego que reina aqui dentro. Por um instante ou outro abro a janela para que as gotas de chuva entrem aos pedacinhos e talvez, quem sabe, me tragam a tranquilidade que preciso.
Ambos sabemos que o nosso tempo é de sol, calor, céus estrelados, nuvens em forma de flor e não de chuva, de pisos molhados, de tempestades em copos de água que tentamos evitar com todas as nossas forças e ainda assim acabam por cair levando todo, ou quase todo, do pouco controlo que ainda resiste em nós.
Tu sabes tal como eu que o nosso tempo é de paz, de flores, do chilrear dos pássaros, das borboletas a esvoaçarem mesmo á nossa frente, de mar, de Sol. Sabes que este tempo trás-nos a melancolia de passados não muito risonhos em que a cama e a mesa de cabeçeira com uma ou duas garrafas de água, era a nossa principal companhia já que a nenhum de nós cabia essa árdua tarefa.
Sabes que preciso do sol, do tempo quente, das manchas bronzeadas na pele, da marca dos biquinis e dos óculos de sol, da areia a escaldar-me os pés, de ti, para esquecer que um dia existiu passado, em nós.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Estás?

Preciso sentir que estás aí. Que me vês, que me tocas com todos os teus sentidos ainda que eu nada sinta. Que te faço bem como me fazes a mim. Que me desejas. Que me queres pra ti. Que eu sou apenas um ser humano no mundo com o dom de te fazer sentir vivo. Que me abraças nos teus sonhos e desejas acariciar-me na tua realidade. Que não tens pressa de viver se sentires que eu estou e sempre estive ao teu lado. Que desejas parar todos os relógios quando estamos juntos para que as obrigações do dia-a-dia não passem de migalhas ao pé de um prato recheado. Que as estrelas ficam mais brilhantes quando pensas em mim. Que o teu primeiro sorriso do dia é meu e o teu último pensamento é para mim.
Preciso sentir que estás aí...
Estás?

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Estou...

Orgulhosa de mim!
:)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Inevitavelmente...

sábado, 21 de abril de 2007

O Meu Castelo

Um dia imaginei um castelo. Um castelo bonito e resistente, todo feito de pedras. Umas maiores, outras mais pequenas e ainda algumas que teimavam em não se encaixar nele na perfeição.
Na minha imaginação apelidei esse castelo de meu e fiz questão de levar pra dentro dele todos os principes e princesas da minha vida, para que todos juntos pudessemos inaugurar aquele espaço que, apesar de ser pisado pela primeira vez, já tantos passos tinha para contar.
Lá dentro, gritei ao céu que o meu castelo ninguém ía conseguir destruír. Não por ser meu, não por ser bonito, não por ser um castelo, mas por ter sido construído com bases sólidas que jamais alguém iria deitar abaixo.
Um dia imaginei assim o meu castelo.
Na realidade não tenho ainda esse castelo, ainda há muito para ser construído, mas eu sinto que as pedrinhas estão a tornar isso possível a cada dia que passa e isso é o essencial para que eu possa imaginar aquele castelo bonito e resistente que um dia vai ser chamado de meu.
O meu Castelo.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Sala de Espera - Tema 2

adopção de crianças por parte de casais homossexuais



A homossexualidade é um tema que ainda suscita muitas dúvidas e muitos tabus na maioria das pessoas. Alguns dirão que se trata de algo "fora do normal", outros que se trata de uma escolha sexual de cada indivíduo e ainda há aqueles que não têm opinião formada sobre o assunto.

Para mim, a homossexualidade não se trata de uma escolha ou opção sexual, nem tão pouco de algo "fora do normal", mas sim de um conjunto de influências (ambientais, sociais, psicológicas, etc) que o indivíduo vai recebendo e guardando em si, que vão servir de base para a forma como vai desenvolver a sua vida futura. Quando falo em vida futura, obviamente não me limito apenas ao factor sexual mas a todos os factores que constituem a sua realidade, o seu Eu, que o distingue dos outros indivíduos.
Confesso que tenho algumas dúvidas sobre o tema - adopção de crianças por parte de casais homossexuais - estando um pouco dividida.
Por um lado é absolutamente compreensível que os homossexuais queiram ter os mesmos direitos que os heterossexuais e o facto da sociedade não permitir que eles adoptem crianças faz com que se sintam muitas vezes excluídos da mesma sociedade e tendo em conta que existem tantas crianças a precisar de um lar, de carinho, de afecto, de uns pais, é bastante cruel, tanto para essas crianças como para os homossexuais, que não seja permitida a adopção.
As pessoas não são piores por terem uma opção sexual diferente. Não deixam de sentir amor e carinho pelos outros. Não deixam de querer ter uma vida, filhos para amarem e para dar os seus afectos.
Estamos no século XXI e é completamente inacreditável que ainda existam mentalidades preconceituosas que excluam as pessoas só porque são diferentes da maioria. O pior é que é inacreditável, mas todos sabemos que isso existe... Infelizmente. Mas também vos digo que cabe a cada um de nós mudar esta realidade.
Por outro lado, sempre que penso sobre isto, vem-me uma pergunta fulcral que não podemos deixar passar em branco, que é a seguinte: Será que as crianças adoptadas não irão sofrer com o preconceito das pessoas retrógadas da sociedade?
As bocas, as piadinhas, o gozo constante sobre a homossexualidade, os risinhos e uma data de aspectos negativos pelo qual iriam ter de passar quando os outros tivessem conhecimento de que a criança era adoptada por pais homossexuais. É que, não podemos esquecer, que, infelizmente... vivemos numa sociedade que está mais virada para aquilo que foi, do que para aquilo que será.
A repercursão que esses preconceitos iam gerar na cabeçinha de crianças em fase de crescimento e períodos críticos seria bastante negativa para elas e obviamente para os pais que iriam sentir-se culpados pelo facto.

Digamos que este tema é bastante complexo e exige forte reflexão para se conseguir ter uma opinião que englobe a felicidade dos dois lados: casais homossexuais e crianças adoptadas por eles.




Opinião do Tigui Aqui!

domingo, 15 de abril de 2007

Um Dia Aprendes

Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiares-te, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de uma criança e não com tristeza de um adulto.

E aprendes a construír todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso.

Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias. E que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a familia que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos de mudar os amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde chegaste, mas onde vais chegar. Aprendes que, ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita práctica. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te pise quando cais é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que suponhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como o demostrar.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que, com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traídoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.


William Shakespeare



Simplesmente o melhor texto que já li até hoje.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

HELLO?!

"Qual é o nome do Presidente da República?"
(depois de um tempo a pensar...) : "Sócrates?..."

In "A Bela e o Mestre"





Alguém viu?
Eu vi, mas foi tão deprimente que mudei logo de canal.
Como é possível alguém, que não esteja totalmente isolado do mundo, não saber quem é o Presidente da República?!
Expliquem-me, porque isto transcendeu-me!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Sala de Espera - I

Amor à Primeira Vista - Ficção ou Realidade?

É sempre difícil para mim falar de sentimentos porque tenho a sensação de que nunca digo tudo aquilo que sinto, que fica sempre algo por dizer ou algo que foi dito e que não foi suficientemente bem explicado.
Quando falo de Amor a dificuldade é ainda maior, visto ser um sentimento que engloba tantos outros. Mas também há que reconhecer que é impossível descrever em palavras muito daquilo que o Amor nos transmite. Há sempre certas coisas que guardaremos só em nós, por serem demasiado complicadas de exprimir.
Em relação ao tema - Amor á Primeira Vista - Ficção ou Realidade? - há muito para dizer. Eu já acreditei em Amor á Primeira Vista, penso que todos nós já acreditámos em algum momento da nossa vida, mas há medida que vamos crescendo e experienciando, vamos adquirindo conhecimento e maturidade com essas mesmas experiências e as minhas disseram-me que isso não existe, que o que eu senti pode ter vários nomes - paixão, atracção, empatia - mas nunca Amor. Amor foi o que eu senti uns anos mais tarde quando deixei esse suposto "amor á primeira vista". Aí sim o verdadeiro Amor surgiu e aí eu pude comprovar que ainda não tinha sentido Amor antes.
Para amar alguém não basta ver, não basta estar um momento, não basta apenas um toque... para amar alguém realmente tem de se construír um sentimento verdadeiro, com bases... sólidas ou não o tempo dirá, mas tem de ter bases e essas bases não se constroem com uma "primeira vista".
O Amor é um sentimento que tem de ser alimentado, pouco a pouco, se não acaba por morrer, tal como as flores, como os animais e como nós seres humanos.
Se sentíssemos Amor apenas com uma troca de olhares certamente que o Amor não era assim tão grandioso como é pois tornava-se banal. Custa-me imenso dizer isto, mas penso que já se está a tornar um pouco assim... Cada vez mais se ama por conveniência, porque "dá jeito" e não por sentimentos puros. Mas isso dava pano para mangas em outro texto, provavelmente.
As séries, telenovelas e outros programas televisivos abordam bastante o tal amor á primeira vista, com amores avassaladores em que basta um primeiro contacto, um olhar, uma expressão para se ficar completamente apaixonado. Para mim isso não passa de ficção.
Concluindo digo apenas que na minha realidade não existe Amor á Primeira Vista, o que existe é Paixão á Primeira Vista que pode evoluír, ou não, para um grande Amor, porque Amor no verdadeiro sentido da palavra é muito mais do que uma primeira vista.


Outro ponto de vista em: O Avesso dos Ponteiros

* In Loving Memory *

Ultimamente tenho pensado muito em ti. Não sei se por estar a passar por uma fase mais difícil, se por simplesmente sentir cada vez mais a tua falta.

O que dirias a tudo isto?
Que conselhos darias?
Ias animar a todos com as tuas gargalhadas e o teu sorriso lindo... Esse no qual penso tantas e tantas vezes. Eu sei perfeitamente que conselhos darias... Sei o que ias pensar, sentir e sei que ias confortar-nos a todos... Como sempre fazias.
Tenho saudades. Saudades de te ver, de conseguir olhar para ti e sorrir, dos desenhos que as duas fazíamos, das noitadas a ver televisão, das idas á praia, dos picnic's na relva ao pé de casa, nas saídas á noite para o banquinho cinzento socializar com os vizinhos...
Saudades... Saudades de tudo o que vivemos, mas essencialmente daquilo que não chegámos a viver. Saudades da vida toda que tinhas e que fui vendo ir-se embora, aos poucos, sem nada puder fazer. Saudades do brilho dos teus olhos. Saudades das gargalhas, sem motivo aparente. Saudades das histórias ao almoço. Saudades da nossa história juntas, que foi tão pequena e ainda assim tão cheia de significado. Saudades do que foste e ainda és.
Onde quer que estejas sei que estás bem porque sinto e isso basta-me. Sei que aquele sofrimento todo pelo qual tiveste de passar antes de tudo terminar, acabou. Finalmente acabou. Sei que agora, estás em paz e feliz, como mereces, como sempre mereceste... Uma vida cheia de felicidade que infelizmente não conseguiste alcançar, mas que sempre enfrentaste com essa boa disposição que eu tanto gostava...

Quando me olho ao espelho, vejo-te. Vejo os teus olhos. Não vejo a tua força interior, não vejo aquela garra enorme para agarrar a vida, mas luto imenso para encontrá-la, porque sei que em alguma parte de mim ela resiste.
E mais importante que tudo... sei que estiveste, estás e sempre estarás do nosso lado.

Obrigada Avó.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Medo De Amar

É grande, mas vale a pena ler.


Um cientista coloca um ratinho numa gaiola. No início, ele passeia de um lado para outro, movido pela curiosidade. Quando sentir fome, irá na direcção do alimento. Ao tocar no prato, no qual o pesquisador instalou um circuito eléctrico, o ratinho apanha um choque forte, tão forte que, se não desistir de lhe tocar, poderá até morrer. Depois do choque, o ratinho correrá na direcção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se tem fome, provavelmente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque faz com que despreze o alimento. Depois de algum tempo, porem, o ratinho entrara em contacto com a dupla possibilidade da morte: a morte pelo choque ou pela fome. Quando a fome se tornar insuportavel, o ratinho, vagarosamente, irá de novo em direcção ao prato. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligou o circuito e o prato não está mais electrificado. Porém, ao chegar quase a tocá-lo, o medo ficou tao grande que o ratinho terá a sensacção de que apanhou um segundo choque. Haverá taquicardia, os pelos eriçar-se-ão e ele correrá novamente em direcção oposta ao prato.

Se lhe perguntassemos o que aconteceu, a resposta seria:
"Levei outro choque".
Esqueceram-se de avisa-lo que a energia electrica estava desligada! A partir desse momento, o ratinho entra numa tensão muito grande. O seu objectivo, agora, é encontrar uma posição intermediaria entre o ponto da fome e o do alimento que lhe de uma certa tranquilidade. Qualquer estímulo súbito, diferente, que ocorrer por perto, como barulho, luminosidade ou algo que mude o ambiente, levará o ratinho a uma reacção de fuga em direcção ao lado oposto do prato. É importante observar que ele nunca corre em direcção á comida, que é o que ele realmente precisa para sobreviver.
Se o pesquisador empurrar o rato em direcção ao prato, ele poderá morrer em consequência de uma paragem cardíaca, motivada pelo excesso de adrenalina, causado pelo medo de que o choque primitivo se repita.

É provavel que estejas a perguntar:
"Muito bem, mas o que isso tem a ver com o medo de amar?"
Tem tudo a ver. Muitas vezes, vemos pessoas tomando choques sem sequer tocar no prato.
Quantas vezes, esta semana, tiveste vontade de convidar alguém para sair, para conversar, para ir a praia ou ao cinema, e não o fizeste, temendo que a pessoa pudesse não ter tempo ou não gostasse da tua companhia e, deste modo, acabaste por te sentir rejeitado sem ao menos teres tentado?
Quantas vezes te apaixonaste sem que o outro jamais soubesse do teu amor?
Quantas vezes abandonaste alguém, com medo de ser abandonado antes?
Quantas vezes sofreste sozinho, com medo de pedir ajuda e ficar "dependente" de alguem?
Quantas vezes ja te afastaste de um grande amor, com medo de te comprometeres?
Quantas vezes n te entregaste ao amor por medo de perder o controle da tua "liberdade"?
Quantas vezes deixaste de viver um grande amor com medo de sofrer de novo...?

Quantas vezes apanhaste um choque sem tocar no prato?

terça-feira, 3 de abril de 2007

A Piece Of Nothing

I don't know almost nothing about you... but I feel you so much, as if you were an angel that fell of the sky just to make me smile, again.
I know that my dreams are destrutives and I can't forget the real life, but when I see your smile, and I fell your presence, your feelings, your words, your eyes... everything changes.
For me this is a feeling that's goes growing in my heart...
For you... just a piece of nothing.

A minha nova paixão...




Disenchanted
My Chemical Romance

Brevemente...

SALA DE ESPERA
Um projecto deste blog juntamente com o blog Avesso dos Ponteiros.

Constitui-se como uma espécie de "debate de opiniões" em que, duas pessoas, neste caso eu e o Tigui, redigem textos expressando as suas opiniões em relação a variadíssimos temas.
Para escolher os temas contaremos com a ajuda fulcral da Joana, que nos vai dando ideias de temas engraçados para discussão.
Vai ser algo engraçado entre duas pessoas que adoram escrever: Eu e o Tigui. Mas, essencialmente, vai ser interessante pelas opiniões serem diferentes em relação a certos temas e aspectos desenvolvidos pois é essencial existirem diferentes pontos de vista. Nem todos temos de ter as mesmas opiniões sobre as coisas, cada ser é único.

BREVEMENTE...
Em dois blogs perto de si!!